Resenha do livro: "Métodos para ensinar competências" Antoni Zabala e Laia Arnau

 O texto inicia com uma abordagem da “metodologia de projetos” na visão de Kilpatrick, que segundo este autor são atividades que trazem motivações aos indivíduos envolvidos no processo de desenvolvimento do projeto. Em seguida são mencionados sobre as primeiras evidências históricas do uso das metodologias de projetos no processo de construção do saber, principalmente na academia, nos cursos de arquitetura no século XVI (na Roma e em Paris) por meio de competições de projetos, estendendo-se até o final do século XVIII nas carreiras de engenharia.

No texto, é destacado que a metodologia de projetos que é defendida e disseminada principalmente por Kilpatrick, após os estudos de seu professor Dewey em 1896, no qual traz o aluno como um sujeito ativo no processo de construção de seu conhecimento, considerando-se os interesses e desejos destes. Dewey denominou essa metodologia de: impulsos para as ações, isto é, o aluno como protagonista da construção de seu próprio saber.

Conforme o texto, Kilpatrick propôs várias formas para se desenvolver o método de projeto, porém, o texto traz uma abordagem daqueles tipos de projetos que são mais difundidos, como por exemplo: terrário, vídeo, maquete, apresentação ou mural.

Trazendo as seguintes fases para o emprego deste método:

1 – Intenção

Fase em que ocorre debates entre alunos e professores sobre o tipo de projeto a ser realizado, o planejamento do projeto e a delimitação dos objetivos.

2 - Preparação

Projetar o objeto ou a montagem com o máximo de precisão possível do que se deseja construir, bem como os materiais necessário para a realização do projeto e o cronograma das etapas.

3 – Execução

Fase de colocar em prática tudo que foi realizado nas duas etapas anteriores, i.e., o planejamento, estratégias e procedimentos para a execução do projeto.

4 – Julgamento ou avaliação

Analise e avaliação dos resultados do projeto, ou seja, a eficácia e a validade, bem como os procedimentos adotados e a participação dos alunos.

segundo o texto, o objetivo do método de projetos é o desenvolvimento democrático, i.e., onde todos os pensamentos e a habilidades daqueles que estão envolvidos no projeto sejam considerados e discutido. Para Kilpatrick (autor base da metodologia abordada no texto) a ideia é formar cidadãos responsáveis, reflexivos e com o espirito colaborativo.

Ao longo do texto podemos entender os impactos da metodologia de projetos em vários âmbitos da vida dos indivíduos, como: na pessoal, na interpessoal, na social, e na profissional.

Ao final do texto é demonstrado exemplos de projetos construídos, no qual são apresentados o que é desenvolvido em cada uma das fases da construção de um projeto, estas fases são: fase inicial, fase de desenvolvimento e fase de síntese.   O texto finaliza expondo que Kilpatrick identificou quatro tipos de projetos, são estes: Criativo, que consiste no uso da imaginação e criatividade para criar algo (poesias, musicas, esculturas etc.); prazerosos, que relaciona as experiências do dia a dia no desenvolvimento de um saber consciente;  De problemas, neste tipo de projeto são realizadas atividades que simulam fatos reais do cotidiano e De aprendizagem, segundo o texto é o tipo mais tradicional de projetos, pois é o tipo de projeto direcionado a obtenção de uma habilidade ou conhecimento necessário a sua educação.

Ao longo da leitura do texto podemos notar a importância dos projetos para o desenvolvimento do conhecimento dos alunos,  por meio da ideia de “aprender fazendo”, permitindo aos indivíduos desenvolver além as habilidades previstas nos currículos escolares, habilidades necessárias para o bom convívio na sociedade (por meio das relações com os colegas, grupos) e habilidades profissionais de criação, planejamento e desenvolvimento de projetos.

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